IRÃ
Mohamed el Baradei, diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, declarou, no dia 29 de outubro de 2007, que não tem provas de que o Irã queira construir uma bomba atômica. A finalidade única das usinas atômicas seria a geração de eletricidade.
A construção de usinas atômicas é, para o Irã, essencial para o seu desenvolvimento. A geração de eletricidade seria o único fim dessas usinas. Esse discurso, porém, não foi suficiente para convencer os EUA e seus aliados. Pressionada pela comunidade internacional (leia-se: EUA e Europa), a ONU já vinha tomando medidas contra o Irã. A declaração de Mohamed el Baradei, contudo, esfria um pouco o anseio dos EUA e Europa, ainda que não seja forte o bastante para impedir, num futuro breve, novas sanções contra os persas.
Ao contrário de Israel, nenhum outro país do oriente médio tem permissão para desenvolver e construir usinas atômicas. Eis que surge a notícia, então, um dia após as declarações de Mohamed el Baradei, de que o Egito pretende lançar seu próprio projeto atômico. O discurso é o mesmo do Irã: construção de usinas atômicas unicamente para geração de energia elétrica. Resta esperar, agora, para ver qual será a atitude dos EUA em relação ao Egito. Talvez o objetivo do Egito nem mesmo seja a construção dessas usinas, e o discurso vise apenas a atingir outros fins (essa pode ser a estratégio do Egito). O certo, porém, é que para o Irã essa decisão do Egito não poderia vir em melhor hora.
Escrito por lucianohanna às 16h26
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